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Pesquisa usa coco babaçu na produção de biodiesel

Estudo coordenado por José Silva Machado em colaboração com a Universidade do Vale do Taquari aguarda registro de patente no INPI
  • Assessoria de Comunicação, com informações da Univates (Imagens: Arquivo pessoal - Prof. Machado)
  • publicado 13/07/2021 15h43
  • última modificação 13/07/2021 15h45

A utilização do óleo e azeite provenientes do coco babaçu (Orbignya speciosa Mart.) para a fabricação de biodiesel é tema de uma pesquisa compartilhada entre o IFMA e a Universidade do Vale do Taquari (Univates), cujos resultados foram encaminhados ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) junto com o pedido de patente. Os estudos realizados no período de dois anos tiveram coordenação do professor José Silva Machado, do Campus Imperatriz, quando participava do programa de mestrado em Sistemas Ambientais Sustentáveis na Univates.

De acordo com informações da Universidade, as duas patentes (uma para cada tipo de matéria-prima) são em regime de cotitularidade, por terem sido compartilhadas entre diferentes instituições. Além do IFMA, o Instituto Politécnico de Coimbra (IPC) também colaborou com o desenvolvimento da pesquisa, seguindo os padrões de qualidade adotados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O que determina a produção de óleo ou azeite é a forma de extração dessas matérias-primas, sendo o óleo obtido por extração mecânica do coco babaçu, e o azeite por processo de aquecimento.

A motivação para dedicar-se a esse tema surgiu depois de José Machado observar que o babaçu pode e deve ser aproveitado para produção do biodiesel e mitigar os impactos ambientais na camada atmosférica, causados pelos gases expelidos por veículos do ciclo diesel, principalmente os sais de enxofre. Outro fator que o motivou foi de a pesquisa ser uma forma de inserir as comunidades extrativistas nesse processo, com geração de emprego, renda e preservação dos babaçuais.

Para o Prof. Machado, a grande contribuição da pesquisa é despertar as comunidades sobre a riqueza de que dispõem e que muitas vezes desconhecem. Ele explica que todas as partes do fruto são aproveitáveis, sendo suficiente criar uma logística apropriada para o aproveitamento integral e evitar o desperdício dos produtos e subprodutos do coco babaçu. “Socialmente, a pesquisa suscita a discussão sobre a forma de organização das comunidades, para alcançarem seus objetivos”, diz o pesquisador, ressaltando que, embora os benefícios sejam direcionados para o extrativismo do coco babaçu, nada impede que a as discussões sejam levadas para outras atividades extrativistas.

Do ponto de vista institucional, o docente avalia que este é um momento de reflexão para todos do Campus Imperatriz, pois o sucesso da investigação serve de fomento para os professores e alunos, demonstra também que a partir do próprio Campus poderão ser criadas soluções para os problemas das comunidades locais e do país. Quanto à inovação, diz respeito a contribuir com a busca da diminuição dos impactos ambientais. “Em relação ao IFMA como instituição de ensino, pesquisa, extensão e inovação, a contribuição é no sentido de que podemos e temos a obrigação de contribuir cientificamente nas soluções das demandas em todas as áreas do conhecimento”, concluiu, considerando que a pesquisa envolve várias áreas de conhecimento compartilhadas.

Equipe

Dedicando-se desde 2018 aos trabalhos com o coco babaçu, no programa de mestrado José Machado teve orientação das professoras Claucia Fernanda Volken (Univates) e Ana Angélica Mathias Macêdo (IFMA | Campus Imperatriz) na coorientação. Ele também destaca a colaboração de Fernando Mendes, docente da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra (ESTeSC/IPC) e dos bolsistas do laboratório de pesquisa, nominalmente João Neto, acadêmico de Engenharia Elétrica no Campus Imperatriz.

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